3 de nov de 2009

GRÊMIO BIPOLAR - ENTRE O CÉU E O INFERNO

Não sei se a história é verdadeira, mas acredito que sim. Ela me foi contada por um amigo que não costuma mentir nem inventar. Tinha um sujeito que trabalhava como segurança de um banco no interior do estado e era querido por todos os funcionários. O cara ajudava todo mundo, comprava lanche pra um, buscava cigarro pro outro (ainda era permitido fumar nas agências), fazia o café quando a servente faltava o serviço e, se necessário, retirava o lixo, limpava o banheiro e trabalhava até altas horas se fosse solicitado. Enfim, o cara era o “corinho” da agência, um gatinho manso, destes que se enroscam na perna da gente. E parecia encarar tudo numa boa, sem resmungos e sem protestos. Ledo engano. O vigia era um doente. Quando chegava em casa, o homem se transformava. Cobrava da mulher e dos filhos, um tratamento idêntico ao que lhe era exigido no banco. Sentava na frente da tv e queria ser servido com mordomia. Exigia silêncio absoluto dos filhos e, por vezes, partia para a violência física. Em casa, o gatinho se transformava num leão, num claro desvio de personalidade (ou falta de). A falta de personalidade é quando um ser humano (ou um grupo) não toma decisões próprias, não pensa por si mesma. É condicionado a tomar decisões influenciado por outra(s) pessoa(s). Falta-lhe a capacidade de agir, de tomar iniciativa, de vencer barreiras, enfim, é a pessoa que tem atitudes pálidas diante de situações em que lhe são exigidas atitudes calorosas. É característica marcante dos que se “fingem de morto” como se nada tivesse acontecido ou está acontecendo; passam dias, meses, anos, sem demonstrar suas emoções e sem assumir uma postura diante dos acontecimentos. Só possuem frasco, não têm conteúdo. Não são dignas de confiança. Não entendo quase nada de psicologia ou psiquiatria mas, depois de anos assistindo futebol, cheguei a conclusão que o Grêmio está doente. Seus dirigentes, atletas e comissão técnica devem ir para o divã e tomar algumas cápsulas de carbonato de lítio. Se eu estiver enganado, e não for caso de doença, então devem tomar vergonha na cara.

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